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As caves do Vinho do Porto

Em frente à cidade do Porto, EM Vila Nova de Gaia, encontram-se as caves onde é envelhecido o Vinho do Porto.

Nestas caves são realizadas inúmeras visitas diárias.

Nestas visitas, um guia acompanha os visitantes ao longo das instalações das adegas, explicando como é feita a colheita das uvas e como são elaborados os seus vinhos.

No fim de cada visita, existe uma degustação onde são oferecidos dois cálices de vinho: um de vinho tinto e outro de vinho branco.

Fique assim a conhecer algumas das caves mais conhecidas da região, e um pouco da história centenária de cada uma.

 

 

  • Caves Ramos Pinto

Localizadas num edifício histórico na marginal ribeirinha de Vila Nova de Gaia, as Caves Ramos Pinto foram fundadas por Adriano Ramos Pinto, em 1880.

Começou por se implantar no mercado brasileiro no início do século XX.

Metade da produção de vinho era exportada para a América do Sul, acabando ainda por ir conquistando apreciadores em Portugal e no resto da Europa.

Adriano Ramos Pinto dedicou especial atenção à embalagem e promoção dos vinhos, o que fez com que os seus vinhos se tornassem uma referência de qualidade.

Deste percurso surgiu ainda uma coleção de vários objetos artísticos, expostos na Área Museológica da Casa Ramos Pinto.

Ao perceber que a qualidade dos seus vinhos começava a ser delineada na região do Douro Vinhateiro, a Casa Ramos Pinto acabou por se tornar proprietária de várias quintas.

Assim conseguia assegurar o controlo e a qualidade de todo o processo de produção. Foram assim criados néctares únicos, com assinatura própria.

Em 1990, a Casa Ramos Pinto passou a integrar o Grupo Roederer, cuja história tem características idênticas. Surge assim uma maior dimensão internacional.

Ao visitar as caves poderá apreciar a qualidade do Vinho do Porto, e visitar os restantes espaços, como os antigos escritórios e o museu.

 

  • Caves Sandeman

Estas caves encontram-se situadas em frente ao Centro Histórico do Porto, num edifício construído em 1811.

Existe um espaço denominado de Sandeman Hall, com entrada gratuita, onde os visitantes “viajam” até Londres.

Foi nesta cidade que, em 1790, George Sandeman se lançou no negócio dos vinhos do Porto e Jerez.

Neste espaço irá encontrar uma impressionante coleção de pinturas, fotografias, cerâmicas, garrafas antigas e outros artigos.

Estes artefactos fazem parte da exposição “Sandeman – a Arte de uma Marca”.

As caves possuem ainda um auditório onde é possível ter acesso personalizado, no idioma de cada visitante.

Existe ainda uma galeria de imagens que realçam o Vale do Douro.

Esta marca começou a fazer uso da publicidade no início de 1900, quando isso ainda não era considerado uma boa prática para vinhos de qualidade.

A figura de Sandeman Don continua a despertar alguma mística. É uma presença marcante no imaginário de várias gerações.

O forte carácter pioneiro e inovador da marca SANDEMAN está fielmente espelhado na figura misteriosa e enigmática do “Don”, considerada uma das primeiras imagens de marca e um dos primeiros logótipos do mundo.

 

  • Caves Ferreira

Já todos ouvimos falar de uma das figuras mais carismáticas da história portuguesa – Dona Antónia Adelaide Ferreira.

Dona Antónia Adelaide Ferreira (1811-1896), carinhosamente popularizada pelos durienses como “Ferreirinha”, foi uma das personalidades mais marcantes da história da região vinhateira.

Uma mulher que se tornou um símbolo não só do empreendedorismo e da viticultura duriense, mas também um exemplo de generosidade para com os mais necessitados.

A empresa Ferreira nasceu em 1751, criada por uma família de viticultores do Douro.

Dona Antónia foi um dos maiores contributos para a consolidação da marca. A marca Ferreira é detentora de uma tradição riquíssima e tem um papel proeminente na história do Vinho do Porto.

As Caves Ferreira convidam-no assim a descobrir uma marca com mais de 250 anos, um símbolo da mais alta qualidade e da alma e coração portugueses.

 

  • Caves Cálem

Com mais de 235 mil visitantes por ano, as Caves Calém são uma referência mundial.

As caves possuem um museu interativo, que permite descobrir a região do Douro e o seu vinho.

É possível aprender sobre o solo mais favorável para a produção, as várias categorias, os vários aromas dos vinhos, entre muitas outras coisas.

Nas visitas às caves ficará a conhecer a Região Demarcada do Douro, o processo do vinho do Porto e a história da Casa.

As adegas também permanecem ativas e visitáveis. É possível visitar os barris, que se encontram no processo de envelhecimento, protegidos da luz e do calor.

Os visitantes têm ainda uma degustação dos vinhos Calém, onde podem provar um Porto Branco e um Porto Tawny.

Estas caves afirmam-se assim como um dos mais emblemáticos lugares para quem pretende aprofundar os seus conhecimentos sobre o Vinho do Porto.

 

  • Real Companhia Velha

A Real Companhia Velha foi fundada em 1756, por licença real do Rei D. José I.

Também conhecida por Royal Oporto Wine Company, é a mais antiga produtora e exportadora de Vinhos do Porto.

Nos últimos dois séculos veio a ganhar uma reputação cada vez maior entre os consumidores mais exigentes.

As suas caves cobrem uma área com mais de 100.000m2, e contêm uma ampla seleção de Vinhos do Porto Tawny.

Estes são envelhecidos em barris e fazem parte dos mais requintados vinhos vintage.

Isto contribuiu para que o prestígio da Real Companhia Velha se tenha mantido inalterado ao longo de mais de 250 anos.

Nas caves da Companhia, o Vinho do Porto repousa em cascos de madeira nobre, feitos por tanoeiros que têm trabalhado nesta arte ao longo de várias gerações.

Ficam nestes barris vários anos, até que cada vinho atinja o seu ponto exato de maturação.

A proximidade marítima confere-lhe as melhores condições climáticas para ajudar no processo de envelhecimento do Vinho do Porto, caracterizado pela evolução da cor e do aveludar do paladar e que consiste num processo de “oxidação” natural – uma misteriosa forma de “respiração” através dos poros da madeira.