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Vinho do Porto: a sua história

O Vinho do Porto é um dos vinhos mais conhecidos e apreciados em todo o mundo.

Já sabemos que o cultivo das uvas existe já há vários séculos.

Os romanos, ao chegarem a Portugal no século II, ficaram no país por mais de 500 anos, cultivando as vinhas e produzindo vinho nas margens do rio Douro.

Em 1143, depois de ser criado o reino de Portugal, o vinho veio a tornar-se num dos mais importantes produtos exportados.

O Vinho do Porto apareceu bastante mais tarde.

Vinho do Porto
Foto de: Heiko Grupp por Pixabay

Os primeiros vinhos que se enquadravam na categoria dos Vinhos do Porto começaram a ser exportados apenas na segunda metade do século XVII.

Os primeiros vestígios de videiras datam de terem surgido há 3000 atrás.

No entanto, a primeira menção documentada sobre o memorável Vinho do Porto remonta ao ano de 1675, quando este era já procurado internacionalmente.

O Tratado de Windsor, em 1386, estabeleceu uma aliança comercial importante entre a Inglaterra e Portugal.

Na segunda metade do século XV, era exportada uma quantidade significativa de vinho português para a Inglaterra.

Os produtores ingleses de Vinho do Porto consideram terem sido eles a descobrir o Vinho do Porto, por adicionarem Brandy ao vinho do Douro, para evitar que azedasse.

No entanto, este método já era usado na altura dos Descobrimentos, para que o vinho se conservasse entre longas viagens.

No entanto, não podemos tirar o mérito ao Reino Unido, e ao papel que desempenhou na internacionalização do “Port”.

A influência inglesa no comércio de Vinho do Porto pode ser vista, por exemplo, no nome das marcas, que geralmente eram os apelidos das famílias inglesas que exportavam a bebida.

Apesar de este ser produzido com as uvas do Alto Douro Vinhateiro e armazenado nas caves em Vila Nova de Gaia, deve o seu nome à cidade do Porto.

Era desta cidade que o vinho era exportado para todo o mundo, desde o século XVII. O Pinhão e a Régua são as áreas com maior produção deste licor.

Como se caracteriza este néctar?

Cálice de Vinho do Porto
Foto de: Jon Sullivan

O Vinho do Porto é conhecido por ser um vinho licoroso e fortificado, resultado da produção vinícola da Região Demarcada do Douro.

A fermentação das uvas é interrompida dois ou três dias depois do início, sendo adicionada aguardente vínica neutra com um teor alcoólico a rondar os 77 graus.

Esta mistura torna o Vinho do Porto mais doce que os vinhos tradicionais, e também mais forte – ronda os 20 graus de teor alcoólico.

Este néctar português classifica-se em quatro categorias principais: Branco, Ruby, Tawny e, mais recentemente, Rosé.

Existem ainda as categorias especiais que podem ser LBV, Reserva, Crusted, Colheita, Vintage ou os Tawnies envelhecidos.

Devido às suas características especiais, o Vinho do Porto deve ser conservado seguindo algumas regras: manter-se num local abrigado da luz, seco e fresco, mas não frio – com a exceção dos Vinhos do Porto Branco e Rosé.

A temperatura ideal para servir varia com o tipo ou categoria do vinho.